- Viver no Tao - Wayne Dyer

Palavras Chave

Responsabilidade e poder por si próprio 

Aprovação dos outros

Compreensão de si próprio

Culpar os outros.

33º Verso

"Quem compreende os outros tem conhecimento;

quem se compreende a si próprio tem sabedoria.

O domínio dos outros requer violência;

o domínio do nosso eu requer força.

 

Se percebes que tens essa força,

és, na verdade, um homem rico.

Quem se entrega à sua posição, 

viverá, seguramente, mais.

Quem se entrega ao Tao, 

viverá, seguramente, para sempre."

Seguramente todos temos uma força interior que nem sempre somos conscientes dela. Este verso remete-nos para a compreensão de que somos responsáveis pelas nossas ações, pela nossa vida. Ao focarmo-nos mais nas nossas reações e menos nas atitudes dos outros para connosco, estaremos a exercer o autodomínio. Consequentemente os outros deixarão de ter qualquer poder de controlo sobre nós, sobre o nosso bem-estar e felicidade. A ideia é identificar e deixar fluir as reações que temos perante as situações, o que conduz a uma reflexão interior à luz da tolerância para com o próprio, assim as emoções associadas ao comportamento dos outros perde força. Ao procurar a corrente de pensamentos presente automaticamente estaremos a quebrar a ligação ao sofrimento associado às situações, o nosso foco passa a ser a solução e não o problema/conflito em si.

Ao atribuirmos aos outros a responsabilidade das nossas ações estamos a  dar-lhes o poder da nossa felicidade e bem-estar. Ao sermos responsáveis pelas nossas escolhas, atitudes, comportamento estamos a exercer o poder da nossa vida, que não só é legítimo como é direito de qualquer ser humano. Nem nós próprios nem os outros merecem ter essa responsabilidade e muito menos esse poder.

Necessitar da aprovação dos outros torna-nos mais pequenos e menos fortes, precisamente porque a nossa vida passa a fluir em função dos outros e não em função das nossas vontades e escolhas, surge então a culpa, sentimento de culpa perante o próprio e os outros. Perante estas situações basta transferir a sua energia mental de modo a permitir-se ser aquilo que está a sentir e deixar estar porque tudo passa. Quando nos focamos na compreensão de nós próprios estamos a dedicar tempo e espaço à nossa pessoa, porque a nossa mente não consegue pensar em duas coisas ao mesmo tempo, aquilo que nos está a perturbar passa, desaparece, é automático.

 

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Foto César de Medeiros